Hoje, depois de me debruçar por algumas horas em um Livro sobre pregação e pregadores, percebi o quanto posso ser falho em refletir sobre a vida com a palavra de Deus em tudo a minha volta. Sendo a escritura a lente pela qual eu olho para o mundo. Tenho a minha devocional diária, meus momentos de oração, preparação de sermão, trabalho em uma agência missionária, onde tudo o que fazemos tem o propósito que Cristo chegue até os povos ainda não alcançados. Ainda assim, muitas vezes falho em olhar para a vida sob a ótica das escrituras. Assim às vezes olho para as escrituras com os óculos deste século, ou do momento em que vivo, ou o que sinto, ao invés do contrário. Sendo o correto olhar para as circunstâncias da vida, para o mundo, seu momento, e tudo mais sob a ótica a palavra.
Onde quero chegar com essa reflexão?
Hoje muito se fala sobre novas teologias, e como interpretar as escrituras a partir das culturas. Temos a teologia dos negros, as teologias latino americanas, sob o pretexto de que a teologia, vem do branco norte americano, e que esta não consegue falar com o latino, ou o negro.
Mas nós não podemos ler a Bíblia com a lente do branco, ou do negro, ou do latino, ou do teólogo, ou do missionário, ou do pobre, ou do rico, ou da mulher, ou do homem, ou da forma que for. Precisamos que Bíblia leia o branco e traga resposta a seus mais profundos questionamento, ou leia ao negro e fale com ele com precisão, ou descreva ao latino como a sua vida deve ser lida e como reagir a essa leitura.
Como pregador da palavra, preciso parar de ir às a escritura partindo do mundo, ou do momento. Não olhar para a Bíblia do ponto de vista do corona vírus, e tentar achar uma forma relevante de lidar com ele, mas olhar para ele de uma perspectiva bíblica. Deixar a Bíblia ler este século, e nossas vidas.
Não sei o quanto consegui ser claro na prescrição de meus pensamentos noturnos neste post que compartilho. Quero te desafiar a parar de trazer leituras momentâneas e culturais, para a escritura, mas alimente-se dela puramente, e ela lerá tudo a sua volta, trazendo vida a todas as questões, e respondendo profundamente a todos os anseios do coração humano. Pois ela é viva e eficaz, e não precisa do auxílio deste século para ser lida de forma mais adequada. Ao contrário partindo dela, este século será lido como deve ser, e sua questões respondidas antes mesmo de serem perguntadas.
Que o Senhor me ajude, nessa tarefa de apresentar as Escrituras, não colocando respostas nela para este século, mas respondendo à este século com suas eternas verdades.
Ore por cada expositor das Sagradas Escrituras, para que estes antes de qualquer coisa se deixem ler pelas escrituras, e sendo transformados por essas palavras as apresentem a Igreja de Cristo, que tem sede das verdade imutáveis, atemporais e supra culturais das Escrituras. Pois, estes muitas vezes ouvem apenas caprichos colocados sobre texto, para tentar fazer sermões que nos agradem os ouvidos, quando deveriam, mesmo que “dolorosamente”, gerar refrigério para nossas almas, e transformar o nosso século não se conformando com ele. Precisamos de palavras menos confortáveis, mas que confortem muito mais os nossos dias e a alma.
Esta é a oração de um mensageiro do Rei, que clama a cada dia ao Santo Espírito que lhe dê intrepidez e sabedoria no olhar para as Sagradas Escrituras, e através delas ler os nossos dias, para trazer no alimento espiritual as vitaminas de que necessita a Igreja, e não o sabor que ela espera no prato. Mais vale a vitamina C que causa um sabor ácido, ardido como o do limão, do que o açúcar que agrando ao paladar te leva ao túmulo. Assim mais vale uma verdade bíblica difícil de degustar do que a mentira agradável ao ouvido e fácil de pregar.
Braian Pitondo!
